JOÃO PAULO II E A VOCAÇÃO À
VIDA CONSAGRADA
Alguns dirão: por que ser padre numa congregação
ou ordem religiosa?
Ora, toda vocação tem a sua beleza própria.
Aos olhos da Igreja, todas têm igual dignidade. Igualdade,
porém, não significa uniformidade e sim respeito
pela diversidade das vocações e ministérios
e o cultivo de uma espiritualidade de comunhão.
E aqui encontramos uma das grandes jóias da vida consagrada:
estar a serviço do Povo de Deus, vivendo uma missão
específica que procure responder a algumas necessidades
da Igreja. Eis também a missão dos Oblatos de Maria
Virgem, que além de irmãos, é também
formada por padres que professam os chamados conselhos evangélicos,
que são os votos de pobreza, castidade e obediência
e procuram viver o carisma lanteriano nos lugares onde estão.
Vejamos o que diz João Paulo II sobre os padres que vivem
o seu ministério numa congregação religiosa:
“Quanto aos sacerdotes que fazem a profissão dos
conselhos evangélicos, a experiência demonstra que
o sacramento da Ordem encontra uma fecundidade peculiar em tal
consagração, visto que esta requer e favorece a
exigência de uma pertença mais íntima ao Senhor.
O sacerdote que faz a profissão dos conselhos evangélicos
fica particularmente habilitado para reviver em si próprio
a plenitude do mistério de Cristo, graças inclusivamente
à espiritualidade peculiar do próprio Instituto
e à dimensão apostólica do respectivo carisma.
No presbítero, com efeito, a vocação ao sacerdócio
e à vida consagrada convergem numa unidade profunda e dinâmica”
(Exortação apostólica Vita Consecrata, nº
30).