Contemplar a vida dos homens que seguiram fielmente a Cristo
é um estímulo a procurar a cidade futura. Ao mesmo
tempo, aprende-se a conhecer o caminho pelo qual, através
dos acontecimentos do mundo e segundo as condições
de cada um, é possível alcançar a união
perfeita com Cristo (Concílio Vaticano II).
Na bela cidade de Cúneo nasceu e foi batizado, na igreja
de Santa Maria, o pequeno Pio Bruno Lanteri, no dia 12 de maio
de 1759.
A família da qual nasceu era muito estimada em Cúneo
pela vida cristã que testemunhava. O pai, doutor Pietro
Lanteri, unia à competência profissional a mais ardente
caridade para como os pobres e os sofredores; a mãe, Margherita
Fenoglio, era sua digna esposa.
Muito cedo a vida do pequeno Bruno e dos seus irmãozinhos
foi duramente provada: tinha apenas quatro anos quando a mãe,
ao dar à luz seu último filho, deixou órfãos
os seus filhinhos.
Nesta circunstância aconteceu um fato que Bruno recordou
por toda a vida: o pai o levou para diante do altar de Nossa Senhora
e lhe disse: “Você não tem mais mãe
sobre a terra: daqui por diante sua mãe será a Virgem
bendita; ame-a como sua verdadeira mãe!”
O menino compreendeu a importância daquelas palavras,
pois a impressão que recebeu foi tal que, já em
idade avançada, recordava e repetia exatamente as expressões
de seu pai. E aquela semente lançada no terreno de seu
coração germinou em beleza.
É sempre Nossa Senhora que o inspira, que o encoraja,
que o ajuda na ascensão para o Sacerdócio, e Bruno,
quando chegar o momento de consagrar-se irrevogavelmente a Deus
com o Sub-diaconato, externará o seu ilimitado amor para
a Virgem redigindo de próprio punho, em 15 de agosto de
1881, o admirável ato de “escravidão”
que depois conservou sempre cuidadosamente entre as suas coisas
mais caras.
“Saibam todos aqueles em cujas mãos chegar este
escrito que eu, abaixo-assinado, me vendo como escravo perpétuo
da Bem-aventurada Virgem Maria com doação pura,
livre, perfeita de minha pessoa com todos os meus bens, para que
ela disponha de mim segundo o seu beneplácito e como verdadeira
e absoluta senhora minha. Em conformidade com isso, subscrevo-me:
Pio Bruno Lanteri”.
Como fruto desse intenso amor e desejo de servir os irmãos,
Pe. Pio Bruno Lanteri fundou, em 1816, a Congregação
dos Oblatos de Maria Virgem, “almas totalmente entregues
a Deus pelas mãos de Maria”.
Você gostaria de participar de nossa Missão? Conheça
mais sobre a Congregação dos Oblatos de Maria Virgem,
entrando em contato conosco.
Pe. Bento Pavão, OMV
Escritos do Pe. Pio Bruno Lanteri e material
de pesquisa sobre a espiritualidade e pensamento do fundador da
Congregação dos Oblatos de Maria Virgem.
Clique
aqui.