MARIA - MODELO DE TODAS AS VOCAÇÕES
“Faça-se em mim segundo a tua palavra!.”
(Lc 1,38b)
Mais do que modelo, podemos falar de Maria como um desafio, uma
provocação para o Povo de Deus, em especial, para
os jovens leigos, cuja missão é estemunhar o Evangelho
no dia-a-dia, nas tarefas quotidianas: família, escola,
trabalho, política, movimentos populares, etc. Não
se trata de copiar Maria em todos os seus detalhes, mas sim de
seguir seu exemplo. E o exemplo de Maria para todas as vocações
na Igreja está na radicalidade, na plenitude,
na integralidade de sua resposta a Deus.
Através do batismo, somos todos chamados a sermos sacerdotes,
profetas e reis. Ora, o Concílio Vaticano II nos mostra
que toda a vida de Maria foi exemplo de sacerdócio, isto
é, oferta agradável a Deus: “A bem-aventurada
Virgem Maria, enquanto levou na terra vida igual à de todos,
cheia de cuidados familiares e de trabalhos, estava sempre intimamente
associada ao Filho, cooperando de modo absolutamente singular
na obra do Salvador. Agora, porém, elevada ao céu,
com amor materno se empenha em cuidar dos irmãos do seu
Filho que ainda peregrinam, expostos a perigos e angústias,
até que sejam conduzidos à pátria feliz”
(AA 4). Por isso que na veneração de Maria e na
união com ela, todos os jovens encontram o modelo de como
transformar sua vida numa atitude de culto a Deus, assumindo com
seriedade o compromisso do batismo (sobre a dimensão profética
e a régia, falaremos em outra ocasião).
Dessa forma, podemos e devemos olhar para Maria com sendo ela
o exemplo mais perfeito de como é possível estar
junto à cruz do Filho e, por conseguinte, de como podemos
estar junto à cruz dos homens, especialmente daqueles que
se sentem “expostos a perigo e angústias”,
isto é, os pobres de nossa sociedade.
Rodrigo Assis Rosa, OMV