Levanta-te, vem para o meio! (Mc 3,3)

A lógica de Deus é outra!

1. Abertura

 

Ô! Ô! Ô!... Lá, lá, ia, lá, ia!

 

1. Ninguém pode prender um sonho

e impedir alguém de sonhar.

Ninguém pode prender a esperança

de um povo sofrido a lutar.

Ninguém pode abafar o grito

do oprimido clamando Javé.

Deus que salva e liberta o seu povo

que ergue o caído e alimenta sua fé.

 

2. Todo sonho alimenta a história

e a vitória do povo a chegar.

Vamos juntos que nesse caminho

ninguém sobra ou fica pra trás.

Para ver este mundo florindo

criança sorrindo sem fome e sem dor

é preciso cuidar bem da vida

que vida sofrida se eleva em clamor.

 

3. Ninguém pode prender um sonho

como a luz do sol que nasceu.

Ele brilha inventando caminhos

e desvela o que a noite escondeu.

Ninguém pode abafar o grito

e o clamor de quem sofre de tanto suor.

Pelo pão, pela paz e justiça

e anda à procura de um mundo melhor.

 

2.  Acolhida

 

A.: Vamos juntos pedir a luz de Deus para que ele nos ajude a caminhar com Jesus, solidários a nossos irmãos e irmãs. Rezemos a oração da Campanha da fraternidade:

 

T.: Ó Pai de misericórdia,

nós vos louvamos e agradecemos porque,

pela morte e ressurreição de vosso Filho

e pela ação do Espírito Santo,

nos reconciliais convosco e entre nós.

 

Abri nossos olhos

para reconhecermos em cada ser humano

a dignidade de filhos benditos vossos.

Convertei nosso coração

para acolhermos a todos com amor fraterno,

de maneira especial as pessoas com deficiência.

Ajudai-nos a promover a autonomia

e a plena realização desses nossos irmãos e irmãs,

na família, na sociedade e na Igreja.

 

Ensinai-nos que o segredo da felicidade está em fazer o bem

e em partilhar alegrias e sofrimentos.

Tornai-nos solidários em relação às pessoas com deficiência:

que elas ocupem o centro de nossas atenções.

Ao lado delas estaremos mais perto de Vós

e receberemos muito mais do que oferecemos.

 

Ó Maria, Mãe querida,

Jesus nos confiou a Vós com filhos e filhas.

Confortai os que se dedicam com amor

àqueles que um dia, felizes,

nos receberão na Casa do Pai.

Amém!

 

3. Partir de um fato da vida

 

A.: A Campanha da Fraternidade deste ano nos convida a ir ao encontro das pessoas com deficiência. Com isso, mais uma vez somos chamados a perceber o grande valor do ser humano, qualquer que seja sua condição.

 

L1.: A Campanha vai nos falar de cegos, surdos, mudos, pessoas com paralisia e com deficiência mental. Não são apenas pessoas que precisam de nós. São filhos e filhas de Deus que também têm algo a oferecer, que podem nos fazer crescer no convívio fraterno.

 

  • Conhecemos pessoas com deficiência? Qual é a situação delas?
  • Quais experiências já tivemos com elas?

 

4. Meditar a Palavra de Deus

 

A.: A Bíblia nos convida a perceber que a lógica de Deus é muito especial. Para realizar sua obra, ele freqüentemente se serve dos pequenos, dos mais indefesos, daqueles que a sociedade não valoriza.

 

Vamos ver alguns exemplos de como Deus escolhe pessoas com critérios que não sãos os da força, da saúde e do poder.

 

L2.: A história do povo de Deus começa com um casal que não tinha condições de gerar um grande povo. Abraão e Sara eram idosos, e Sara era estéril. Mas o menino Isaac nasce assim mesmo:

 

L3.: “O Senhor visitou Sara como ele tinha dito e cumpriu em seu favor o que tinha prometido. Sara concebeu e, apesar de sua velhice, deu à luz um filho a Abraão, no tempo fixado por Deus” (Gn 21, 1-2).

 

L2.: E coisa semelhante aconteceu com outras mulheres estéreis: Raquel, Rebeca, Ana (mãe do profeta Samuel), a mãe de Sansão e Isabel (mãe de João Batista).

 

Como acontecia com as mulheres estéreis da Bíblia, muitos hoje sofrem por serem considerados improdutivos. Mas Deus nos convida a descobrir o valor dessas pessoas e lhes dar condições para participar e gerar algo de bom para elas mesmas e para todos nós.

 

L4.: O povo de Israel foi escolhido por Deus para a grande missão de recebe a revelação, ser luz para todos os povos e gerar o Salvador da humanidade inteira. Não era um povo poderoso, com grandes riquezas. Pelo contrário, por meio da própria fraqueza do povo, Deus queria mostrar que são outros os seus critérios de julgamento. Ele diz no Deuteronômio:

 

L3.: “Não é porque sois mais numerosos do que todos os outros povos que o Senhor se uniu a vós e vos escolheu: ao contrário, sois o menor de todos” (Dt 7, 7).

 

L4.: Esse pequeno povo foi sinal do grande amor de Deus por nós. Hoje somos convidados a ver a força da presença de Deus em todos, mas especialmente naquelas pessoas que tantos consideram fracas ou incapazes.

 

L5.: Num momento difícil da história do povo de Deus, a Bíblia nos mostra um símbolo da força dos inimigos do povo, na figura de Golias, apresentado como um gigante. De outro lado está o jovem Davi, sem nenhuma experiência de luta, ainda fraquinho, tão incapaz que nem conseguia agüentar o peso da armadura que lhe quiseram emprestar:

 

L3.: “Davi cingiu a espada de Saul pro cima da usa armadura e tentou andar com aquele equipamento que lhe era estranho. Mas disse a Saul: Não posso andar com isso, pois não estou habituado!” (1Sm 17, 39).

 

L5.: Davi, naquele momento, era humanamente incapaz. Mas há outro tipo de força, que não vem do vigor físico nem das armas nem do que normalmente consideramos como fonte de poder. Foi assim que Davi venceu Golias, usando só uma modesta atiradeira. Deus nos convida a descobrir esse tipo de força, em nós mesmos e em tantos irmãos e irmãs que têm que conviver com diferentes tipos de deficiência.

 

L1.: Em Jesus se torna ainda mais clara a lógica de Deus, que valoriza os pequenos e os que parecem ter pouco valor. O próprio Jesus é um simples carpinteiro, de uma família que não tem nenhuma relação com os poderosos deste mundo. No momento em que está mais debilitado, na cruz, é que Jesus realiza a maior obra de Deus. E ele nos alerta para o valor de qualquer ser humano, em qualquer condição:

 

L3.: “Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos! Porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 10).

 

T.: Jesus, queremos valorizar todos os pequenos, teus amados, especialmente as pessoas com deficiência. Pode lhes faltar muita coisa, mas não lhes falta a dignidade humana, pois são tua obra especial, ó Pai. Também nós temos falhas, quem sabe a teus olhos até maiores. Descobrindo nas pessoas com deficiência as maravilhas de Deus, estaremos aprendendo a amar e viver melhor.

 

(Momento de silêncio para a Palavra de Deus poder calar em nós.)

 

5. Partilha

 

A.: Vamos agora descobrir o que Deus nos tem a dizer por meio do que acabamos de ler:

  • O que mais chamou a sua atenção na leitura que fizemos do Evangelho?
  • Como nos sentimos diante dessa lógica de Deus, que valoriza os pequenos e desprezados?
  • Do ponto de vista vocacional, como esses nossos irmãos com deficiências são acolhidos? Existem preconceitos e prejuízos? Existe abertura e espaço para realizarem sua vocação?

 

Pai-Nosso.

 

6. Celebrar a Palavra

A.: Quais os compromissos da semana / do mês?

 

7. Benção final

A.: Que o Senhor nos abençoe, nos guarde e nos livre de todo mal. Amém!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Mapa de Localização
Rod. Ver. Geraldo Dias, 8032 - Jundiaí/SP - Fone: 11.4581.8604/4581.6441
Desenvolvimento: 4SAFE Informática