Todas as comunidades religiosas nascem, de um modo geral, a partir de uma necessidade da Igreja, através de homens e mulheres sensíveis aos “sinais dos tempos”. Nessas linhas você verá que foi assim também com a congregação dos Oblatos de Maria Virgem.

Após um período de muita dor na vida de fé do povo do Piemonte (região do norte da Itália), dor esta causada pelos horrores sofridos na passada Revolução Francesa, alguns padres pensaram em fazer algo juntos e foram buscar ajuda no experiente teólogo, o Padre Pio Bruno Lanteri, para que pudesse ajudá-los a servir melhor esse povo sofrido e sem esperanças.

Esse grupo inicia um bonito trabalho numa cidadezinha próxima de Turim, chamada Carignano, no ano de 1816. Nessa época eles eram conhecidos como os Oblatos de Maria Santíssima e não formavam ainda uma congregação religiosa (como os franciscanos ou os jesuítas), mas formavam até então uma “Pia União Eclesiástica”, como se dizia na época. Eram padres que se reuniram para viver melhor sua vocação, servindo o povo de Deus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acontece que os outros padres daquela região começam a ficar bravos com os Oblatos. Quer saber o motivo? Bem, o mais grave de todos é que, naquela época, a grande maioria dos padres daquela diocese era muito dura, muito exigente, em outras palavras, era “rigorista”. Tudo era pecado! O inferno era mais falado nas pregações do que o amor de Deus. Ora, os Oblatos se recusavam a falar de Deus desse jeito... Preferiam anunciar o “Deus de Jesus”, aquele Deus que exigia uma fé madura e comprometida (aquela coisa de fé e obras...), mas que não colocava fardos pesados nas costas dos outros. Pelo contrário, os Oblatos entendiam as dificuldades pelas quais passavam as pessoas e faziam de tudo para que elas se sentissem animadas, amadas e acolhidas por Deus, para assim seguirem Jesus por amor e não por medo. Ora, não é isso o que realmente importa? Pois é! Mas os outros padres da cidade, por exemplo, chegavam ao extremo de negar o perdão a muitas pessoas que iam se confessar.

 

Acontece que os outros padres daquela região começam a ficar bravos com os Oblatos. Quer saber o motivo? Bem, o mais grave de todos é que, naquela época, a grande maioria dos padres daquela diocese era muito dura, muito exigente, em outras palavras, era “rigorista”. Tudo era pecado! O inferno era mais falado nas pregações do que o amor de Deus. Ora, os Oblatos se recusavam a falar de Deus desse jeito... Preferiam anunciar o “Deus de Jesus”, aquele Deus que exigia uma fé madura e comprometida (aquela coisa de fé e obras...), mas que não colocava fardos pesados nas costas dos outros. Pelo contrário, os Oblatos entendiam as dificuldades pelas quais passavam as pessoas e faziam de tudo para que elas se sentissem animadas, amadas e acolhidas por Deus, para assim seguirem Jesus por amor e não por medo. Ora, não é isso o que realmente importa? Pois é! Mas os outros padres da cidade, por exemplo, chegavam ao extremo de negar o perdão a muitas pessoas que iam se confessar.

Agora, é claro que isso provocou uma certa divisão entre muitos padres e os Oblatos. O bispo ficou com medo de que essa divisão causasse problemas na sua diocese (afinal, a Revolução Francesa tinha acabado, mas o trauma das divisões internas na Igreja ainda não tinha passado...). Por isso, começou a pressionar os Oblatos para que não pregassem daquele jeito. Se não mudassem o rumo das pregações e das confissões, eles deveriam parar com suas atividades.

Ora, você não concorda que o Evangelho deve ser anunciado com seriedade, sem ficar defendendo interesses de pessoas mal-intencionadas? Pois é! Foi exatamente o que os Oblatos pensaram. Foi então que, em 1820, eles preferiram encerrar as atividades “oficiais” naquela cidade a “mudar o rumo da prosa”. Continuaram ajudando as pessoas, mas não como uma congregação canonicamente estabelecida, porém de maneira mais individual. No entanto, ainda se reuniam para partilhar suas experiências e dificuldades.

Nos dias de hoje, os Oblatos estão presentes em diversos países, entre eles Itália, França, Canadá, EUA, Filipinas, Nigéria, Áustria, Argentina e Brasil. A Congregação chegou aqui no Brasil em 1947, na cidade de Jundiaí/SP – na atual paróquia São João Batista, tendo como primeiro missionário o saudoso Padre Ângelo Cremonti. Em 1953 chegavam os primeiros padres Oblatos na cidade de Curitiba/PR, onde atualmente estão à frente da Paróquia São Paulo Apóstolo. Alguns anos depois assumiram a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, na capital paulista. Em 1973, partem a caminho da Amazônia, onde, fiéis ao espírito do Padre Lanteri, trabalham em um imenso território missionário, com centenas de comunidades espalhadas pelo interior, à beira dos rios e estradas, da região Amazônica.

Ainda bem que nós sabemos que o Espírito de Deus acompanha sempre os seus filhos, a sua Igreja. Quando o bispo de Pinerolo (uma cidade próxima dali) ficou sabendo dessa confusão, mandou chamar os Oblatos para trabalharem em sua diocese, pois gostava muito de Padre Lanteri e também conhecia o bonito trabalho missionário que seus “seguidores” estavam realizando junto ao povo, especialmente junto aos mais pobres.

Nasce, então, oficialmente a Congregação dos Oblatos de Maria Virgem, aprovada pelo Papa Leão XII logo em seguida com um documento chamado “Etsi Dei Filius”, no dia 01 de setembro de 1826.

Desde então os Oblatos de Maria Virgem saíram pela Itália e pelo mundo com um intenso e bonito trabalho missionário: 1)animavam obras de caridade; 2) dedicavam-se com muito carinho ao atendimento espiritual das pessoas (através da confissão e da orientação espiritual); 3) pregavam missões populares nas cidadezinhas distantes; 3) dedicavam-se à pregação de retiros pessoais ou a pequenos grupos; 4) a exemplo do Pe. Lanteri, acreditavam na força do povo; por isso se dedicavam com amor na formação dos cristãos leigos (casais, jovens, estudantes das mais diversas áreas), na defesa da fé e dos valores do Evangelho (coisa rara naquela época marcada pela dominação dos padres na pastoral); 5) ajudavam o jovem clero a terminar com competência seus estudos, de modo particular através de escolas chamadas “Convitto Eclesiástico”; 6) por fim, como bons missionários, foram a terras distantes testemunhar o Evangelho e se fazerem solidários com os outros povos – em especial na Birmânia, nos primeiros anos. Essas atividades são o que as pessoas costumam chamar de “a missão de uma congregação”...

Agora, é claro que tudo isso foi e está sendo vivido com um amor especial a Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja. É a ela que os Oblatos recorreram durante as suas dificuldades e alegrias. E é também pelas mãos dessa querida mãe que eles se sentem entregues e consagrados a Nosso Bom Deus para esse bonito trabalho em favor dos irmãos e irmãs.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Venha você também fazer parte dessa história de amor e serviço a Deus e aos irmãos e irmãs!

“Tudo a Jesus pelas mãos de Maria”

Rodrigo Assis Rosa, OMV

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