SOBRE A FORMAÇÃO DA JUVENTUDE

Algumas indicações a partir do magistério da Igreja

Conc. Vat. II, Constituição Pastoral Gaudium et Spes sobre a Igreja no Mundo de Hoje, nº 31:

Para que cada indivíduo cumpra com mais solicitude o seu dever de consciência, tanto para consigo mesmo quanto para com os diversos grupos dos quais é membro, deve ser educado com diligência para uma cultura mais vasta do espírito, valendo-se dos recursos que hoje estão ao alcance do gênero humano. Antes de tudo, deve-se organizar de tal maneira a educação dos jovens, seja qual for sua origem social, [para] que surjam homens e mulheres não somente cultos mas também de personalidade forte, como exigem urgentemente nossos tempos.

Conc. Vat. II, Decreto Apostolicam Actuositatem sobre o apostolado dos leigos, nº 12.30:

Os jovens exercem uma influência da maior importância na sociedade moderna. As circunstâncias de sua vida, a mentalidade e as próprias relações com a família estão profundamente mudadas. Muitas vezes, passam de maneira demasiado rápida para nova condição social e econômica. Enquanto porém aumenta dia por dia sua importância social e até política, parecem quase despreparados para assumirem com aptidão os novos encargos.

Esse crescimento de sua importância na vida social exige deles uma atividade apostólica, dispondo-os a tanto igualmente sua índole natural. Amadurecendo a consciência da própria personalidade, e impulsionados pelo ardor da vida e pela atividade exuberante, assumem responsabilidades próprias e desejam participar na vida social e cultural. Tal zelo, se vier imbuído do espírito de Cristo, e estiver animado por um espírito de obediência e amor para com os pastores da Igreja, permite esperar de tudo isso abundantíssimos frutos. Devem tornar-se eles os primeiros e imediatos apóstolos dos jovens, realizando o apostolado no meio deles e através deles, levando em conta o ambiente social em que vivem.

[Porém, esse apostolado] não pode atingir eficácia plena, senão através da formação múltipla e integral. Exige não apenas o progresso contínuo do jovem na espiritualidade e na doutrina, mas também o conjunto variado de assuntos, pessoas e encargos, aos quais sua atividade deve adaptar-se.

CNBB, Diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil 2003-2006 (Doc. 71)

198. Cuidado particular merecem os jovens, considerando-se a situação que encontram na sociedade de hoje. Ela lhes apresenta uma oferta imensa de experiências potenciais e de conhecimentos, mas não lhes oferece recursos adequados para satisfazer suas aspirações. Além disso, muitas vezes os desvia para caminhos ilusórios de busca do prazer. Os jovens “são um grande desafio para o futuro da Igreja”, que deve torná-los “protagonistas da evangelização e artífices da renovação social” (palavras de João Paulo II).

85. f) Formação da Juventude – Sejam incentivadas ou apoiadas as iniciativas que favoreçam a educação dos jovens, visando à formação de uma personalidade madura e equilibrada, à correta vivência da sexualidade, à vivência do amor verdadeiro, ao autocontrole em face dos desvios do alcoolismo, da dependência de drogas e do consumismo fácil e ilusório.

105. f) Desenvolver um esforço amplo e constante de evangelização de jovens e adultos, que lhes proporcione o conhecimento da palavra de Deus, a que têm direito pelo batismo, e que os ajude a discernir, criticamente, ideologias e propostas religiosas que tentam reduzir ou instrumentalizar a fé.

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